Uma missão a cumprir - Entrevista com Paulo Goulart Imprimir E-mail
Escrito por Tina Demarche   

Ator procura seguir os princípios básicos da Doutrina Espírita em sua vida

Quando jovem, Paulo Affonso Miessa dizia à mãe que já tinha nascido ator. A brincadeira – que mais tarde se concretizou – vinha do fato de que ele nasceu poucas horas depois dela ter assistido a uma apresentação no circo que visitava a cidade. Era o dia 9 de janeiro de 1933.

Paulo Affonso Miessa é mais conhecido como Paulo Goulart. Hoje, aos 76 anos, o ator tem uma sólida carreira, atuando também como produtor e escritor.

Embora tenha nascido em Ribeirão Preto, cresceu em Olímpia, ambos municípios do estado de São Paulo. Ainda menino, teve algumas experiências na Rádio de Olímpia, que era propriedade de seu pai. Chegou até mesmo a participar de um quarteto de vozes, conhecido como “Quarteto Tupã”. Mas aos 16 anos foi para a capital estudar Química Industrial, curso que abandonou no segundo ano. E quem ganhou foi a cultura brasileira!

Em São Paulo, Goulart fez testes como locutor e rádio ator, tendo sido contratado. Esse foi o começo de uma trajetória de sucesso.

Na televisão, participou da primeira novela em horário nobre na TV Paulista, e logo em seguida teve oportunidade de fazer teatro. Foi então que conheceu Nicete Bruno, com quem se casou em 1954 e teve três filhos: Beth, Bárbara e Paulo – todos artistas.

Mais tarde, a família morou também no Rio de Janeiro e em Curitiba. Espírita, Paulo Goulart acredita que quem tem uma vida pública está sempre exposto. “Por isso, devemos estar sempre atentos, prudentes, pacientes e agradecidos por toda e qualquer manifestação pública”, afirma ele.

SER Espírita Como se tornou espírita?

Paulo Goulart Todos nascemos com uma missão a cumprir! Procuro cumprir a minha vivenciando a moral espírita e seguindo os fundamentos básicos da doutrina: vivenciar a verdade, não julgar, estudar sempre, não me acomodar, ser generoso. Enfim, fazer a nossa parte, criando assim a sintonia com o polissistema espiritual. Além dos já enumerados, aprendemos que não existe efeito sem causa!

SE De que forma vivencia o Espiritismo no seu dia a dia?
PG O ser espírita é em realidade o agir espírita, o pensar espírita. O equilíbrio entre os polissistemas espiritual e material nos dá o prazer de dormir com a consciência tranqüila e, assim, de estarmos energizados para o dia seguinte.

SE Quais são os maiores ensinamentos que o Espiritismo trouxe ao senhor?

PG São tantos! Não julgar, estudar sempre, não se acomodar, fazer nossa parte, criando com isso a sintonia com as leis universais.

SE O senhor é idealizador do Projeto Teatro nas Universidades. Como esse projeto funciona?
PG O Teatro nas Universidades existe há cinco anos, atuando (infelizmente) só em São Paulo. É uma parceria entre nossos patrocinadores (Lei Rouanet), as universidades e os universitários, nosso público alvo. Sempre surgem novos empreendedores, novas lideranças, pois ao final de cada espetáculo promovemos debates. Já atingimos mais de 100 mil universitários e em torno de 90 universidades. Recebemos em 2009 o Prêmio Especial da Associação Paulista de Críticos de Arte pelo Projeto Teatro nas Universidades.

SE Já atuou em alguma peça teatral ou novela que abordasse a Doutrina Espírita?

PG Não. Mas participei de dois filmes que serão lançados em 2010: “Nosso Lar” e
As Vidas de Chico Xavier”.

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